22 outubro 2006

Uma corrida ... no Tejo

Participei com a minha mulher na 26ª corrida do Tejo.
Não sou o atleta de competições. Não sou, nunca fui, nem quero ser. No entanto sempre gostei de actividade desportiva e, nos últimos tempos, tenho treinado com maior regularidade.
Nunca me passou pela cabeça participar em corridas sob o pretexto de competir, no entanto no mês passado um amigo desafiou-me a participar na meia maratona de Portugal. Eu que nunca tinha participado numa prova estreava-me logo na meia maratona. Fui. Gostei do ambiente e de passar a ponte Vasco da Gama a correr e, sobretudo, terminei a prova.
Fiquei surpreendido com o número de participantes - 16 mil segundo a organização - e com relativo desafogo que cada um tinha para correr. Não senti a pressão da multidão. Hoje, aconteceu exactemente o mesmo. Sete mil pessoas que não se pisaram, não se acotovelaram, não se empurraram. Acredito que a esmagadora maioria desta multidão atleta estavam nesta prova com um único intuito. Diversão. Eu e a Luisa estavamos lá por isso. Corremos e divertimo-nos imenso. Sobretudo praticamos actividade fisica, que, suponho sem grande margem para dúvidas, ser o melhor seguro e investimento que podemos fazer na nossa própria saúde e bem estar.
Corram! Como dizia o slogan da prova "Sofres mais quando corres ou quando não sais para correr?"

10 outubro 2006

Desilusões

Se há coisas que me ferem profundamente, é a falta de lealdade das pessoas que comigo têem relações pessoais ou profissionais.

Sempre me ensinaram que devemos desconfiar de todos aqueles que apregoam que são honestos e leais, como se esse anúncio lhes desse credibilidade aos traços de carácter.
Quem verdadeiramente o é, não precisa de anunciar. Basta que efectivamente o seja.

Os Homens, em sentido lato, medem-se no seu caracter pelo que fazem, não pelo que dizem.

Infelizmente nas últimas horas voltei a ter essa prova

09 outubro 2006

Lamentos e indignação

Hoje não foi um dia feliz. Foi a enterrar um jovem de 19 anos que eu conhecia. Foi meu aluno.

Sobre a morte de um jovem de 19 anos, certamente, muito há a lamentar. Sobretudo se essa morte acontece de forma inesperada e violenta como esta. Um acidente de mota na madrugada de Vendas Novas. Que coisa estúpida. Um despiste, só, a meio de uma recta que terá seguramente 800 metros. Eram 5 da manhã de ontem, Domingo, dia 8 de Outubro.

Choca-me esta morte, como a morte de mais meia duzia de alunos meus nos últimos anos. Todos, ou quase todos, vítimas de acidentes. Todos, ou quase todos, de mota. Dá que pensar, não dá?

Lamento profundamente mais esta perda de uma vida, mas, indignei-me durante o acto litúrgico que antecedeu o funeral. Indignei-me quando durante a missa - com a igreja de Santo António a abarrotar de familiares, amigos ou simples conhecidos do Carlos - vêm fazer um peditório como se de uma alegre missa dominical se tratasse. Tenham dó!

Achei o acto de um tremendo mau gosto, da mais básica falta de escrúpulos, de uma falta de respeito para com os familiares do defunto perfeitamente inqualificável.

Terá a Igreja Católica necessidade de recorrer a este tipo de peditórios durante um acto fúnebre? Quem decide quando e como se deve fazer as colectas? O Pároco de cada paróquia? A diocesse? ...

Seguramente que Cristo, na cruz, não gostaria de ter visto os romanos a extorquirem dinheiro àqueles que derramavam as suas lágrimas por ele.

08 outubro 2006

Desabafo ...

"A coisa mais importante que um pai pode fazer pelos seus filhos é amar a mãe deles."

Chegar ou não chegar lá acima

Chegam a Portugal na próxima Terça-feira parte dos elementos que constituiram a terceira expedição da PAPA-LÉGUAS ao Island Peak no Nepal. Dos 17 elementos presentes, 15 chegaram ao cume da montanha. E os outros 2. Ficaram desapontados? Frustrados? ou pelo contrário, viram essa não subida como um acontecimento normal e, não obstante não terem conseguido o "feito", tiraram tanto prazer desta viagem como todos os outros?
Alguem escreveu (agora não recordo quem, mas subscrevo a afirmação) que "...o prazer não é chegar ao cume de uma montanha, é toda a vivencia que se adquire até chegar lá".
Esta frase é bem verdadeira e ilustra um adquirir de experiencia que cada um vai tendo ao subir as montanhas que diáriamente nos aparecem pela frente. Por vezes não conseguimos ultrapassa-las, mas seguramente que a tentativa nos dá "armas" para levar de vencida as próximas.

No diário da expedição que ia escrevendo para o site da PAPA-LÉGUAS, redigi o seguinte na véspera do dia da subida:
Na altura que estou escrever estas linhas, pouco passa das 23H30 no CB do Island Peak. Uns dormirão. Outros, estou seguro, seguem naquele sono leve e revolto próprio das vésperas, olhando de meia em meia hora para o relógio, para ver o tempo que não passa, tentando
sacudir o nervoso miudinho que se anicha no conforto do saco cama. Durmam bem. Aconteça o que acontecer amanhã, o importante é que cada um alcance o seu próprio cume, independentemente da altitude que ele se situe em relação ao nível do mar. Boa subida para todos. Aqui em baixo, todos empurramos.


Parabéns aos 17 elementos. Creio que cada um atingiu o seu próprio cume.

As coisas que nos vão preocupando ...

Esta semana assistimos à tentativa frustrada de um assalto a um banco. O pior não foi a tentativa e o gorar da mesma. O pior foi essa tentativa ser transformada em sequestro.O final feliz desse sequestro não nos deve impedir de reflectir nas reais causas do seu acontecimento - o assalto - e, como tal, questiono-me com o aumento deste tipo de criminalidade "violenta" que tem aumentado no nosso país. Porquê? descontentamento social? insegurança financeira? crime organizado? insanidade pura?O que me preocupa, é que aquilo que tinhamos apenas na televisão, agora acontece ao virar da esquina... e quem tem filhos... tem medo!